segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Home sick home

"Home is where the heart is/ but your heart has to roam" (Travis)

"Victory is mine!" (Stewie Griffin)

Voe TAM - Transportes Aéreos Medievais (publicidade)

Eu? Eu estou bem. Um monte de coisa aconteceu desde o último texto, o mês finalmente acabou, as contas foram todas pagas (Victory is mine!!) e o dinheiro do imposto de renda foi embora num piscar de olhos. E eu que fiz vários planos para ele. Há! Dinheiro na minha mão nem é vendaval, é tornado mesmo. 10 pontos na escala dos tornados. Se é que existe uma escala para classificar tornados.

Mas eu? Eu estou bem. Homesick, devo confessar. Todo ano é assim quando dezembro vai se aproximando e o verão gritando aqui nessa cidade abafada. Mas aí eu me questiono. Ok, eu estou homesick. Mas especificamente homesick para onde? O que seria exatamente home para mim? A minha casa cujas paredes mudam de cores de acordo com o humor de sua ilustre e única moradora ? A casa hoje da minha irmã e do meu irmão, mas que um dia também foi minha e onde passei por todas as crises de adolescência? Ou a casa dos meus pais, onde eu passei 14 anos da vida e vi pouca coisa mudar? Sinceramente, eu não sei dizer. Cada uma delas me deixa com emoções distintas, boas e ruins. Cada uma tem suas peculiaridades. O barulho da minha casa, o ventinho que bate na janela da casa da minha irmã e o cheiro único da casa da minha mãe. É engraçado, pois sempre que estou em uma delas, quero ir para outra e ficar nesse ciclo por um bom tempo. “Home is where the heart is. But your heart has to roam”. É isso que diz aquela música do Travis que eu ouvia em 1999, quando eu me imaginava morando numa casa de madeira tão úmida, numa Escócia tão cinza que você poderia sentir o cheiro de mofo só de imaginar o lugar. Dez anos depois, me vejo numa São Paulo de dias estranhos. Ora de um azul lindo e um sol que me faz querer voltar para a minha velha cidade, ora cinza e úmida como os pensamentos que eu tinha quando ouvia a música do Travis. Meu coração ainda busca por um lugar para chamar de casa, eu acho.

E deve ser por causa disso que eu diariamente travo uma luta quase injusta com a TAM para poder rever coisas e pessoas que ficaram para trás há tempo suficiente para que eu me sinta assim: homesick.

domingo, 1 de novembro de 2009

Deus e o diabo na lista do SPC


"There ain't no devil, it's just God when he's drunk."
(Tom Waits)


Eu como o pão que eu mesma amassei. Não existe diabo, é apenas deus quando está bêbado, como já disse o Tom Waits. E eu venho comendo esse pão há um bom tempo, desde que resolvi fazer escolhas e acreditar em certas coisas. Eu sou uma grande teimosa e dificilmente tiro algo da cabeça. É uma merda na maioria das vezes, mas é assim que as coisas funcionam aqui. Estou necessariamente falando da minha vida profissional. Eu escolhi fazer o que gosto, independente do salário que receberia por isso. Não posso reclamar, até hoje consegui dar conta de tudo. Mas sempre rola uma certa emoção nos últimos dias do mês. Eu ouvi de muita gente que eu estava fazendo besteira quando escolhi minha faculdade. Ouvi até de um professor que eu deveria fazer Direito e não Jornalismo. Mas fiz minha escolha. E antes mesmo de terminar minha faculdade, já estava trabalhando no que trabalho hoje. No que eu gosto de fazer. Eu sou professora de Inglês. E muitas vezes tenho que ouvir das pessoas: “Ah, você é professora de Inglês. Mas... você não trabalha?” Pois é. Muitas vezes eu escuto isso.

Mas o pior não são as perguntas imbecis, e sim a pressão - às vezes muda - que todo mundo acaba botando em cima de mim. Todos querem que eu faça concurso público. Que eu tenha um emprego público onde eu fatalmente não saberei o que fazer e provavelmente não farei nada, mas terei um emprego ad infinitum e contas pagas sem emoção todos os meses. O fato é que eu ainda tenho minhas teimosias/ideologias. Eu desacredito de todos os concursos públicos do mundo. Para mim, aquilo tudo já está mais ou menos definidido enquanto um monte de pobre coitado gasta dinheiro, tempo e vida social estudando para as tais provas. E as provas têm nomes bizarros. Os cargos idem. Analista de não sei o quê, escriturário não sei de onde, agente papa-não-sei-o-quê. Desculpem a ignorância, mas não seria mais fácil ter profissões que todos sabem o que você faz? Professor, engenheiro, médico, ator pornô, cozinheiro, porteiro, escritor, secretária, prostituta, etc, etc.

Algumas pessoas largam tudo e se dedicam integralmente à uma única meta: passar em um concurso público. Elas desistem de trabalhos, carreiras, amigos, família e passam pelo menos umas 20 horas do dia estudando. Estudam, estudam e levam anos para passar em uma provinha. E quando passam levam mais anos e anos para enfim começarem a trabalhar. E quando começam, fazem uma coisa que dificilmente sabem explicar quando perguntados. Não que eu esteja condenando essas pessoas, afinal, todas têm contas a pagar e que atire uma pedra quem negar que é muito bom ter dinheiro na conta todos os meses. Mas eu não quero isso para mim. Eu gosto do que faço. É incerto, pagam pouco, mas é o que eu gosto e consigo viver com isso. Consigo quando eu não perco alunos.

Tudo isso para algumas perguntas: Conseguirá a intrépida Alice pagar todas as contas até o fim do mês? Precisará ela pedir dinheiro emprestado? Recorrer aos familiares? Ao banco? Endividar-se até a morte e ter seu nome colocado na lista do SPC? O mês está começando. Façam suas apostas e joguem os dados.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sobre as (in)certezas da vida

Passei uma semana em Buenos Aires, de férias (coisa que eu nem sabia mais o que era, porque as últimas férias fiquei aqui pintando a casa). Voltei um lixo. Foi uma semana foda, diga-se de passagem. Diversão como há muito tempo eu não tinha na vida. Conheci pessoas incríveis, fui em festas podres, andei que nem uma louca, bebi mais que deveria, mas tudo valeu a pena. A cidade é linda e tudo, mas os pontos turísticos basicamente vão ficar para uma próxima vez. Fiquei a maior parte do tempo enfiada no albergue ou em clubes bagaceiras, cercada de pessoas loucas. Estou um caco, ainda. Óbvio que tive meus momentos clássicos: paixões e despaixões repentinas, crisezinhas de auto-estima rastajante, aperto no coração, nostagia do que eu não vivi, etc, etc. Mas, voltando pra casa, no avião, fiquei pensando em um monte de coisa que no fim das contas essa semana me ensinou.

É engraçado ver como as pessoas são diferentes. Como as culturas são diferentes, mas no fim com a mesma perspectiva. Conheci pessoas que vão viajar por um, dois anos. Outras que estavam ali mas não sabiam exatamente ao certo para onde iam depois. Outras que deram um tempo no trabalho e pretendiam voltar para casa em breve. Outras que nem casa tinham no momento. Outras que pensavam em começar uma vida nova. Eu estava apenas tirando uns dias longe da vidinha medíocre que levo, e que a tanto custo insiti em ter. É engraçado como a gente se apega às coisas pequenas. Como de repente ter um emprego, uma casa, móveis, etc, ganham uma importância gigantesca. E a vida não deveria ser feita disso. Invejei um monte de gente ali. Por causa do desprendimento deles com relação a esses assuntos de família-emprego-bens materiais-carro do ano- bolsas de grife- celulite- planos pro futuro. E nem falo de pessoas vagabundas, com aquele ar meio hippie de que foda-se o sistema, eu quero é andar pelo mundo. Não. Eram advogados, analistas de sistema, estudantes, etc. Pessoas como eu, de uma certa forma. Mas por outro lado, eles tinham esse desprendimento que tanto me falta. Eu não consigo mais me ver largando tudo e saindo por aí, em busca de aventuras. Bem que eu gostaria de fazer isso, juro que gostaria. Mas olho ao redor da minha casa e penso que não conseguiria mais viver longe disso tudo aqui. Cada pedacinho dessa casa mal montada é parte minha e me custou muitas noites de sono. Então não sei mesmo.

Essa viagem mexeu comigo. Me fez lembrar de certo modo de Into the Wild. A felicidade só é completa se partilhada. Me fez lembrar de quem eu sou, quem eu era e quem eu pretendia ser. E me fez aprender que de nada adianta ser aquilo que não se é, apenas se quer ser. Não adianta me esconder atrás de algo que eu não sou, pois sempre tem alguém que descobre a verdade. Na maioria das vezes, essa pessoa sou eu mesma. Amanhã volto ao trabalho. Segunda-feira a vida volta plenamente ao normal. Trabalho, academia, contas a pegar, roupas a lavar. E o verão que atropela a primavera e quer chegar mais cedo em São Paulo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Por que cada texto sai com um tamanho diferente e uma fonte às vezes diferente? Isso me deixa neurótica, e eu não consigo resolver.

E a vida anda um caos envolto em monotonia. Tenho um cartão de crédito aparentemente bloqueado. Uma gripe para curar. Uma mala para arrumar. Um cabelo para cortar. Uma casa para limpar. Um computador para domesticar. Umas contas a pagar, outras a fazer. Um trabalho a perder. Uns filmes para ver. Discos para ouvir. Roupas para lavar. Uma noite para dormir.

Mas me mandam notícias e tudo fica bem. :)
Outro dia eu participei do seguinte diálogo:

eu: - blablabla (alguma coisa insignificante)
outro: - Ah, no dia que você perder esse sotaque, não vai te sobrar mais nada.
eu: - Já não me sobra mais nada.
outros: - Risos.

Eu não entendo porque as pessoas insistem em rir da desgraça alheia ( no caso, da minha desgraça). Ou não entendo porque eu insisto em não me levar nem um pouco a sério. Ou eu estava me levando a sério? Não, de jeito nenhum. É o que me sobra.

sábado, 12 de setembro de 2009

My radio is my heart


Tenho passado muito tempo conversando sobre música com um amigo esses dias. Não uma conversa de pessoas que se acham as grandes entendedoras do assunto, mas que sabem que o mesmo mexe com o nosso coração. Acho que é isso que está mantendo minha sanidade ainda um pouco na linha. Às vezes eu páro e percebo o quanto música me faz bem, e o quanto eu me apego a certas músicas. Tem uma canção do Frusciante que diz “my radio is my heart” e certamente é uma frase muito cabível a mim. Quem quiser pode substituir o rádio por i-pod, ou qualquer outra maneira que se escute música hoje em dia. Eu não gosto de mp3, devo confessar. Baixo pouquíssimos, na maioria dos casos, pra conhecer as coisas, daí se gosto, vou atrás dos cds. Sim, eu ainda compro cds. Eu, o meu amigo acima citado e mais umas 3 pessoas por aí. Ainda não sucumbi aos vinis, porque não tenho como ouvir. Não tenho uma vitrola, mas assim que pagar umas contas aqui, essa será uma futura aquisição. Mas enfim, seja como for, música é sempre bem-vinda.

E eu lembro de mim. Ouvindo música desde sempre.

Lembro de ouvir Roberto Carlos no carro do meu pai, quando eu ainda era criança e íamos ao supermercado. Lembro de ouvir Beatles por umas 5 horas seguidas em uma viagem com as pessoas que mais amo no mundo. Lembro de ouvir Jeff Buckley amanhecendo na praia com as minhas soulsisters ( ai, nostalgia maldita!). Lembro de ouvir Jorge Ben, em um vinil antigo também do meu pai. E aos 11 anos, lembro de pedir pra ele trocar o vinil da Xuxa por um da Legião Urbana. Doce, não? Depois, ouvir Oasis aos 13, em uma loja de discos, onde eu dei meu primeiro beijo e achei estranho, obviamente. Até chegar ao dia em que ouvi um garoto cantando Pulp para mim e desde então eu nunca mais fui a mesma. Assim como os dias em que ouvia Bob Marley e sentia vontade de ir pro banheiro daquele bar imundo, chorar um pouquinho. E lembro de ouvir Frusciante quando eu era jovem e chorar um monte. E ouví-lo hoje e chorar um pouco menos. Mas só um pouco. Lembro de ouvir Smiths na minha antiga cidade, com as melhores amigas que eu já tive, andando de carro em busca de algo para fazer. Lembro de ouvir PJ Harvey com a minha ursa de estimação. Saudades dela. Sempre. Lembro de ouvir Tender e a minha irmã dizer que essa música era a minha cara. E lembro de ouvir Zutons em um quarto de hotel e ter certeza que eu estava vivendo uns dos meus dias mais felizes, embora felicidade naquele momento fosse algo bem distante na minha vida. E também lembro de ouvir Violent Femmes e dançar como se não houvesse amanhã. Na sala da minha casa. Só eu e o meu amigo. Tudo bem que eu estava sob influência, mas a felicidade era plena e genuína. Assim como era verdadeira a felicidade que eu sentia quando ouvia Supremes fazendo faxina na minha casa nova. A mesma casa onde várias vezes eu cheguei junto com o dia, o coração em pedaços e ouvi o Jarvis me pedindo “don’t let him waste your time”. Eu sempre deixei. E ouvia Beat it sempre que meu celular tocava, um ano antes do Michael Jackson aceitar morrer. Ah, e lembro de ouvir Dusty Springfield nas tardes de domingo, acompanhada de uma garrafa de vinho branco que eu insisto em beber no gargalo, porque não tenho taças. E lembro de ouvir Nelson Gonçalves na cozinha da minha mãe, todo mundo bêbado e feliz no natal passado. E lembro de, há muito tempo, ouvir Radiohead e pensar: “fodeu!”. Lembro de ouvir Pearl Jam e REM na casa da minha prima, em tardes intermináveis e adoráveis. E lembro de ouvir Los Hermanos com minha irmã e cantar a plenos pulmões. E dançar ouvindo Bowie, num sábado de manhã, cozinhando na minha antiga casa. De novo com ela e a ursa. Ai, e como eu lembro de ouvir Arctic Monkeys e Libertines e sonhar, sonhar um sonho que nunca chegou e do qual eu acho que desisti. Às vezes.

E agora estou aqui. Ouvindo Dylan, porque o amigo citado lá no comecinho não vai me deixar em paz enquanto eu não virar uma especialista em Dylan. Nem feliz nem triste. Mas com o coração cheio. My radio is my heart.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O pior filme de terror é o que se passa dentro de cada um


Para muitos, Anticristo será o filme mais chocante que verão em suas vidas. Tenho os dois pés atrás com esses filmes feitos para chocar, mas fui ao cinema com boa-vontade e expectativas. Talvez porque simpatize com a obra de Lars Von Trier, ou simplesmente por curiosidade. A sequência inicial do filme é de uma beleza quase constrangedora. Enquanto os pais transam passionalmente, o filho pequeno apronta sozinho pela casa. As imagens são belas e a trilha, dramática. Há um equilíbrio impressionante entre as duas situações. Em câmera lenta e preto-e-branco artístico, closes pornográficos convivem em harmonia com a inocente queda de uma criança pela janela do apartamento. A partir daí, o espectador é jogado em um mundo de dor, isolamento, culpa, medo e loucura.

Após a perda do filho, o casal tenta se reestruturar e parte do marido/pai – um terapeuta cético e arrogante – a ideia de ir para uma floresta onde a esposa/mãe confrontaria seus maiores medos. Então estamos diante de um clichê dos filmes de terror: um homem, uma mulher e uma floresta sombria. Mero engano. Os clichês começam e param por aí. Não há monstros, nem o sobrenatural. Há sentimentos puramente humanos. O terror ali existente está simplesmente na alma de ambos, em especial da mãe interpretada por Charlotte Gainsbourg.

Ela vive uma mulher despedaçada pela culpa de perder um filho e ao mesmo tempo ter que conviver com seu extremado desejo sexual. O sexo aliás, é outro elemento constante na narrativa. Mas se no início ele era belo e apaixonado, no decorrer da estória torna-se dolorido e remete ao preceito bíblico de Adão, Eva, paraíso e pecado – tanto que a floresta é por várias vezes chamada de Éden. Os corpos que agora se tocam, já não são mais atraentes e sim grotescos e desesperados.

Diante de uma espiral incontrolável de loucura, a personagem de Charlotte luta contra seu terror interno com a desesperança de quem sabe que dali não sairá salvação, apenas mais dor e culpa. Sem nenhum pudor, Von Trier mostra como a mente humana pode ser perturbada e perturbadora. Se para muitos ele já era considerado louco e misógino, agora então quem compartilha dessa opinião terá muito mais motivos para reforçá-la. Há violência, sadomasoquismo, pornografia e até uma cena de auto-muliação genital que pode deixar os mais sensíveis ofendidos. Mas a essa altura, o filme já mostrou coisas muito mais chocantes. E elas não são explícitas. Von Trier se firma mais uma vez como diretor capaz de mexer com os sentimentos mais podres da alma humana. E é justamente por isso que seus filmes, e em especial Anticristo, são ao mesmo tempo tão necessários e tão repulsivos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Time may change me... but I can't trace time

Eu nem sei por onde começar. Pelas mudanças, talvez? Nesse tempo todo – longo, longo tempo – mudei de cidade, mudei de vida, mudei de casa (algumas vezes, na verdade), mudei de hábitos, mudei de ares. Mudei de amigos, de amores, de crises, de personalidades. Refiz o que podia do que me sobrou dos cacos, recolei tudo para depois quebrá-los de novo. E novamente buscar aquele tubinho de cola que escondo embaixo do travesseiro. Um ciclo vicioso, para ser bem clara. Mudei de computador, desaprendi e reaprendo a usar essas coisas. Eu nunca fui boa para tecnologia. Esse ponto eu não mudei em nada, continuo sendo uma velha old-fashioned. Mudei de classe social, de posição política (mentira!!), de ideologias. As últimas poucas que tinha foram morrendo, mas as que sobraram ficaram mais fortes. Mudei de perspectiva. Cortei os cabelos, comprei roupas novas, levei pés na bunda, perdi empregos, comprei discos. Perdi meu passaporte, minha dignidade, minha fé e um pouco da minha sanidade. Vi gente entrar e sair da minha vida sem pedir licença. Vi outras insistindo em existir lá no fundo da minha mente. Menti, contei verdades absurdas. Quis recomeçar tudo do zero e quis jogar tudo para o alto. Não fiz nada. Dormi, acordei. Emagreci, engordei. Tentei ver o mundo ao meu redor e percebi que tudo acabava no meu umbigo. Apostei alto e perdi oportunidades. Vendo bem, não mudei quase nada.

Eu sempre soube que iria voltar.
Só não sabia quando, nem como e muito menos o porquê.