"Victory is mine!" (Stewie Griffin)
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Eu? Eu estou bem. Um monte de coisa aconteceu desde o último texto, o mês finalmente acabou, as contas foram todas pagas (Victory is mine!!) e o dinheiro do imposto de renda foi embora num piscar de olhos. E eu que fiz vários planos para ele. Há! Dinheiro na minha mão nem é vendaval, é tornado mesmo. 10 pontos na escala dos tornados. Se é que existe uma escala para classificar tornados.
Mas eu? Eu estou bem. Homesick, devo confessar. Todo ano é assim quando dezembro vai se aproximando e o verão gritando aqui nessa cidade abafada. Mas aí eu me questiono. Ok, eu estou homesick. Mas especificamente homesick para onde? O que seria exatamente home para mim? A minha casa cujas paredes mudam de cores de acordo com o humor de sua ilustre e única moradora ? A casa hoje da minha irmã e do meu irmão, mas que um dia também foi minha e onde passei por todas as crises de adolescência? Ou a casa dos meus pais, onde eu passei 14 anos da vida e vi pouca coisa mudar? Sinceramente, eu não sei dizer. Cada uma delas me deixa com emoções distintas, boas e ruins. Cada uma tem suas peculiaridades. O barulho da minha casa, o ventinho que bate na janela da casa da minha irmã e o cheiro único da casa da minha mãe. É engraçado, pois sempre que estou em uma delas, quero ir para outra e ficar nesse ciclo por um bom tempo. “Home is where the heart is. But your heart has to roam”. É isso que diz aquela música do Travis que eu ouvia em 1999, quando eu me imaginava morando numa casa de madeira tão úmida, numa Escócia tão cinza que você poderia sentir o cheiro de mofo só de imaginar o lugar. Dez anos depois, me vejo numa São Paulo de dias estranhos. Ora de um azul lindo e um sol que me faz querer voltar para a minha velha cidade, ora cinza e úmida como os pensamentos que eu tinha quando ouvia a música do Travis. Meu coração ainda busca por um lugar para chamar de casa, eu acho.
E deve ser por causa disso que eu diariamente travo uma luta quase injusta com a TAM para poder rever coisas e pessoas que ficaram para trás há tempo suficiente para que eu me sinta assim: homesick.

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